quarta-feira, março 29, 2006

e eu sou assim...

está assim a minha cabeça. Aliás acho que foi sempre assim, um turbilhão de ideias, de imagens, de sentimentos, de cores, de muitas cores.
A conclusão é sempre a mesma, eu vivo em stress. Já não sei viver de outra maneira.
A falta de rotina, o desejo e a ansiedade de experimentar sempre coisas novas - novos lugares, novos sabores, novos cheiros, novos sentimentos - fazem com que a vida se preencha de uma forma avassaladora e quando paro e olho para trás penso - já passaram 30, como é que é possível se continuo a sentir que tenho 18, às vezes até menos.
Não, não é que viva mal com a minha idade, muito pelo contrário. Estou nos TRINTA, e estou a adorar, mas na realidade, bem lá no fundo continuo presa a todas as minhas anteriores idades - a idade da infância, a idade escolar, a idade do liceu, a idade da faculdade, a idade de ter que ser adulta e brincar aos crescidos. Brincar ao casamento, brincar aos pais, brincar a uma mulher de sociedade casada e respeitada.

Ainda bem que é só a brincar porque acho sinceramente que muitos casamentos não dão lá muito certo porque as mulheres levam tudo demasiado a sério e eles também não:
- Fecha a tampa da sanita!!!
- Põe a roupa no cesto da roupa suja!!!
- Tira a toalha molhada de cima da cama!!!
- Queres ler, vai para a sala, porque eu quero dormir.
- Põe o pacote do iogurte no lixo!!!
- Porque é que não levas-te o lixo?!!!
- Etc, etc, etc

O casamento é feito de cedências, mas acima de tudo é feito de uma grande amizade, amor, e respeito pela nossa cara metade. Não deixamos de ser quem somos e não deixamos de ter vontades próprias a partir do momento em que colocamos a anilha no dedo. Mais, não temos de passar a ter um comportamento eclisiástico, digno de uma candidata à entrada para o mosteiro das Franciscanas só porque casamos. E a pessoa que está ao nosso lado deve ser a primeira a zelar para que tal não aconteça, afinal deixaríamos de ser a pessoa por quem se apaixonaram in the first place.

Si, e a Sociedade? Mas porque preocuparmo-nos com os outros. Porque nos olham de lado e nos críticam. (certamente com inveja ou admiração disfarçada por outro sentimento qualquer mais oportuno). Será que nos devemos preocupar com os outros? Afinal, não são eles que nos pagam as contas no final do mês! Certamente que não.

Desde que aqueles que amamos nos aceitem e nos compreendam como somos, que mais importa? A verdadeira felicidade está em vivermos e aceitarmo-nos tal e qual somos. Eu sou assim...STRESSADA mas FELIZ.

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