quinta-feira, maio 18, 2017

Ambição épica por um novo estatuto

Viste o ultimo post sobre as mudanças de comportamento, e a importância da conectividade nesta mudança de comportamentos? Já pensaste no impacto que estas mudanças têm nos consumidores e na sua forma de consumir produtos? Já pensaste no impacto que isto tem para as marcas?

Se estás a gerir uma marca e não sabes muito bem o que fazer, este post é para ti!

Tendo como base o raciocínio do post anterior sobre o impacto dos meios de comunicação, as redes sociais e a conectividade, no comportamento das pessoas e a forma como amplificam a corrida a um status diferenciado, é relevante referir que o paradigma dos conceitos globais de riqueza também se estão a transformar em algo completamente novo, e com consequência significativas nos mercados e formas de consumo. Os símbolos de riqueza que significavam no passado um determinado estatuto, baseados no “O que eu possuo/tenho”, com esta nova realidade passam a estar identificados com marcadores pessoais e indicadores de personalidade, baseados agora no “Quem sou eu enquanto pessoa”.
Esta mudança de paradigma incita a uma nova forma de estar, e consequentemente as pessoas passaram a aspirar um novo estatuto de um eu mais saudável, termo que ganhou em 2017 uma nova amplitude. Saudável aplica-se ao físico, ao mental e ao emocional; um eu mais esperto, através da aquisição de novas competências, habilidades e conhecimentos; um eu mais criativo, já que as pessoas com maior criatividade têm uma audiência maior e mais global, para partilhar o seu trabalho, e depois, na internet qualquer um pode ser “criador”; um eu também mais conectado ou globalmente conectado, com a possibilidade de conhecer as pessoas certas e conseguir um maior número de seguidores. Em suma, vivemos na era da democratização da inovação e da excelência, e qualquer um pode-se destacar como um empreendedor de topo, de uma forma global, do dia para a noite.

Esta democratização, ambição de iniciar algo, a vontade de ser expert num determinado assunto e poder partilhá-lo com o mundo, é esta oportunidade ilimitada que está na origem do boom de registos de novas empresas no Reino Unido em 2016. Os registos indicam 80 empresas por hora (fonte TrendWatching.com).

Esta ambição épica de um novo estatuto, a procura do “quem sou eu”, é uma tendência que veio para ficar.

E tu. Já tomaste uma atitude?
Esta mudança de comportamentos representa um desafio enorme para as marcas. Colocam-se questões sobre como trabalhar produto, serviço, campanhas, estratégias, modelos de negócio.
Já reuniste com a tua equipa e em conjunto avaliaram os vossos conhecimentos organizacionais, e o vosso posicionamento, no sentido de ajudarem os vossos clientes a “serem as pessoas que eles realmente querem ser”?
A verdade é que este paradigma traz uma nova realidade para as marcas. Não importa o tipo de ambição (económica, social, física, espiritual ou criativa), o foco deixou de ser a tua marca e passou a ser o individuo. Por vezes as respostas mais poderosas residem em conectar as pessoas entre si e não contigo.

Concordas?
Diz-me o que achaste deste post? Partilha comigo a tua experiência.

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